Livro nº 130: A guerra dos mundos, de H. G. Wells

 

Outro dia, assistindo ao documentário Geração Marte da Netflix, fiz uma descoberta desconcertante. Você sabia que há, neste exato momento, seis missões da NASA explorando planeta Marte? E que desde os anos setenta já foram cerca de dezoito?

São missões feitas por robôs, é claro. Mas como eles não voltam para a Terra, a gente pode concluir que Marte é um planeta habitado, sim… por robôs.

E isso não é tudo. Ao que parece, é só uma questão de tempo (alguns cientistas falam em dez, outros em vinte anos) até finalmente conseguirmos mandar astronautas para o planeta vermelho.

 

 


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E pensar que, até pouco tempo atrás, a humanidade morria de medo da situação contrária: que os marcianos viessem pra Terra.

O primeiro escritor a imaginar essa possibilidade, dando início assim a um riquíssimo subgênero da ficção científica, foi o inglês H. G. Wells no livro A Guerra dos Mundos.

 

Retrato de H. G. Wells em 1920

 

Publicado em 1898, o livro imagina um violento ataque promovido uma civilização de marcianos detentores de avançada tecnologia, com o objetivo de se apoderar das riquezas naturais da Terra.

A Guerra dos Mundos entrou para a história como uma das melhores ficções científicas de todos os tempos. E quase tão famosa quanto o livro foi a sua adaptação para uma rádio americana, feita pelo diretor Orson Welles em 1938.

Jornais dos Estados Unidos contaram nos dias seguintes que boa parte dos ouvintes não percebeu que aqueles ataques de marcianos eram uma dramatização.

 

Orson Welles na época em que trabalhava na rádio CBS, nos EUA.

 

Diz a lenda que pessoas saíram correndo de suas casas, outras se ofereceram para doar sangue ou se alistar no exército, enquanto outras tiveram ataques cardíacos.

Quem diria que, 120 anos depois da publicação de A Guerra dos Mundos, nós é que estaríamos prestes a invadir o planeta Marte… se existirem marcianos escondidos por aí, é bom eles ficarem atentos aos aparelhos de rádio.