Livro nº 133: O Corpo Fala, de Pierre Weil e Roland Tompakow

 

Às vezes, quando a gente fala, o rosto e o corpo revelam mais sobre a gente do que as palavras.

Mas e quando as pessoas estão determinadas a esconder o que sentem? Como desvendar estes sinais que o corpo revela para a gente?

Este é o desafio de O Corpo Fala, de Pierre Weil e Roland Tompakow. Um livro adotado por atores, jornalistas, assistentes sociais, psicólogos, profissionais de recursos humanos e por todo mundo que quer entender a linguagem secreta do corpo…

Uma resenha divertidíssima de fazer, ótima para aumentar o portfólio de resenhas de não-ficção do canal Ler Antes de Morrer. Confira!

 

 


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Livro nº 132: Minha Vida de Menina, Helena Morley

 

Todo mundo conhece o Diário de Anne Frank, mas você já ouviu falar do diário de Helena Morley?

Ele foi publicado com o título Minha Vida de Menina e faz parte atualmente da lista de livros obrigatórios do vestibular da Fuvest. Acho que a primeira vez que um livro dessa lista foi escrito por uma pessoa que tem idade parecida com os estudantes!

 

 


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Se bem que é meio arriscado afirmar que este diário é obra original de uma adolescente.

Helena Morley – pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant – só publicou seus escritos de infância quando tinha cerca de 60 anos de idade. Os manuscritos originais, no entanto, nunca foram trazidos a público. Ou seja: não há como ter se certeza se ela fez alguma alteração neles.

 

Alice Dayrell em diferentes fases da vida.

 

Mas de qualquer forma, Minha Vida de Menina é um dos livros mais espontâneos e naturais que eu já li. Tudo contado do ponto de vista de Helena, uma menina de 13 anos, filha de um imigrante inglês com uma brasileira, em Diamantina, na década de 1890.

Menina inteligente, atrevida e rebelde, Helena enxerga o mundo de uma forma inocente e ao mesmo tempo cheia de indignação.

 

Retrato da família Morley no filme Vida de Menina (Direção Helena Solberg, 2003)

 

Sem nenhuma pretensão, com leveza e simplicidade, Minha Vida de Menina consegue cutucar em algumas das feridas mais dolorosas da história do Brasil: a escravidão, a desigualdade, a miséria…

Uma leitura obrigatória não só para os vestibulandos, para para todos os brasileiros.

 

Livro nº 131: As Rãs, de Mo Yan

 

Minha primeira experiência com a literatura chinesa!

As Rãs é uma das obras mais aclamadas de Mo Yan – pseudônimo do escritor Guan Moye, de 62 anos – o primeiro chinês residente a ser receber o Prêmio Nobel de Literatura.

Um relato fascinante e carregado de humor negro sobre a Política do Filho Único na China. Uma das leituras mais interessantes do ano! Confira a resenha:

 

 


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Livro nº 130: A guerra dos mundos, de H. G. Wells

 

Outro dia, assistindo ao documentário Geração Marte da Netflix, fiz uma descoberta desconcertante. Você sabia que há, neste exato momento, seis missões da NASA explorando planeta Marte? E que desde os anos setenta já foram cerca de dezoito?

São missões feitas por robôs, é claro. Mas como eles não voltam para a Terra, a gente pode concluir que Marte é um planeta habitado, sim… por robôs.

E isso não é tudo. Ao que parece, é só uma questão de tempo (alguns cientistas falam em dez, outros em vinte anos) até finalmente conseguirmos mandar astronautas para o planeta vermelho.

 

 


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E pensar que, até pouco tempo atrás, a humanidade morria de medo da situação contrária: que os marcianos viessem pra Terra.

O primeiro escritor a imaginar essa possibilidade, dando início assim a um riquíssimo subgênero da ficção científica, foi o inglês H. G. Wells no livro A Guerra dos Mundos.

 

Retrato de H. G. Wells em 1920

 

Publicado em 1898, o livro imagina um violento ataque promovido uma civilização de marcianos detentores de avançada tecnologia, com o objetivo de se apoderar das riquezas naturais da Terra.

A Guerra dos Mundos entrou para a história como uma das melhores ficções científicas de todos os tempos. E quase tão famosa quanto o livro foi a sua adaptação para uma rádio americana, feita pelo diretor Orson Welles em 1938.

Jornais dos Estados Unidos contaram nos dias seguintes que boa parte dos ouvintes não percebeu que aqueles ataques de marcianos eram uma dramatização.

 

Orson Welles na época em que trabalhava na rádio CBS, nos EUA.

 

Diz a lenda que pessoas saíram correndo de suas casas, outras se ofereceram para doar sangue ou se alistar no exército, enquanto outras tiveram ataques cardíacos.

Quem diria que, 120 anos depois da publicação de A Guerra dos Mundos, nós é que estaríamos prestes a invadir o planeta Marte… se existirem marcianos escondidos por aí, é bom eles ficarem atentos aos aparelhos de rádio.

 

Livro nº 129: Quando Nietzsche chorou, de Irvin D. Yalom

 

A dica literária de hoje é para quem ousa se aventurar em duas das áreas mais enigmáticas do conhecimento humano: a Psicanálise e a Fiolosofia.

Quando Nietzsche Chorou
, Irvin D. Yalom, é um romance que tem como personagens principais homens que mudaram para sempre a compreensão que a humanidade faz de si mesma.

De um lado, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, famoso por questionar as religiões e por desafiar as pessoas a enfrentarem a si mesmas, sem disfarces.

De outro, o médico austríaco Josef Breuer, amigo e mentor de Sigmund Freud, que deu os primeiros passos para o desenvolvimento da Psicologia moderna.

 

 


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* Veja também a crônica do Rubem Alves (mencionada no vídeo)


 


Quando Nietzsche Chorou
não foi o único livro de ficção que Irvin Yalom escreveu inspirado em personagens históricos. Outros best-sellers mundiais do autor, como A cura de Schopenhauer e O Problema Espinosa, também aproximam o público leigo de grandes filósofos do passado, bem como dos complexos mecanismos da Psicoterapia.

Talvez seja por isso que Quando Nietzsche Chorou seja considerado por alguns leitores um livro difícil e cansativo.

Esta é uma história de ação e aventura que se passa não deserto do Arizona ou numa Galáxia Muito Muito Distante, e sim nas profundezas da alma dos personagens.

Nossas mentes são mais vastas que a Terra Média, mais cheias de câmaras secretas que o Castelo de Hogwarts, mais traiçoeiras que Westeros.

Se você for capaz de enfrentar estes monstros que moram aí dentro da sua cabeça, você é capaz de qualquer coisa.