120º Livro: A Bela e a Fera, fábula original francesa

 

Com tanta gente assistindo nessas primeiras semanas no cinema, a versão live action da fábula A Bela e Fera, da Disney, tem tudo para bater alguns recordes de bilheteria, hein…

Entusiasmada com o filme, que eu assisti logo no fim-de-semana de estreia, resolvi conhecer as duas versões originais dessa história que inspiraram a Disney, ambas escritas no século XVIII na França: a versão de 1740 da Madame de Villeneuve e a versão de 1756 da Madame de Beaumont.

Com isso, nós fechamos o mês de março dando a volta ao mundo com escritoras femininas! Começamos com O Quinze, da nossa Rachel de Queiroz, partimos para o Japão com a Yoko Ogawa e O Museu do Silêncio, fizemos uma escala no Irã com o encantador Persépolis, de Marjane Satrapi, e terminamos nossa viagem na França com a fábula A Bela e a Fera – que você confere abaixo!

 

 


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Resultado do Sorteio de 90 mil inscritos

 

Olá, gente!

Agora que chegamos aos 90 mil inscritos, chegou a hora de revelar quem são os 3 ganhadores do sorteio de três livros que fizeram sucesso quando eu resenhei aqui no canal:

A morte de Ivan Ilitch, de Liev Tolstói
Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago
Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking

Então, se você está participando do sorteio, cruze os dedos!

 

 


* Errata: o nome correto do tradutor é Boris Schnaiderman
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Livro nº 119: Persépolis, Marjane Satrapi

 

Persépolis, de Marjane Satrapi, foi a primeira autobiografia em quadrinhos já publicada do Irã – um país conhecido, hoje em dia, por ser uma república fundamentalista islâmica extremamente fechada para o Ocidente.

O sucesso do livro, no começo dos anos 2000, foi também o responsável por que milhares de leitores do mundo todo conhecessem uma nova faceta deste país…

Não perca a resenha do primeiro HQ do Ler Antes de Morrer, ficou incrível!

 

 


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Participe do Sorteio de 90 mil inscritos! É só preencher o formulário e torcer.


 

Você lê muito, sai um pouco! (e outras perguntas)

 

Hoje é dia de responder às perguntas que eu recebi de vocês na Fanpage do Ler Antes de Morrer no Facebook.

Como eram muitas, não vou conseguir responder a todo mundo no mesmo vídeo. Mas em breve vou gravar mais vídeos assim, e responder ao máximo de pessoas possível, ok?

 

 


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Dom Casmurro, de Machado de Assis
Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez
A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende
O Amante de Lady Chatterley, de D. H. Lawrence

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Livro nº 118: O Museu do Silêncio, de Yoko Ogawa

 

Inspirada pelo dia Internacional da Mulher neste mês de março, decidi me dedicar a uma escritora feminina nesta semana. A escolhida foi a japonesa Yoko Ogawa, conhecida mundialmente pelo best-seller A Fórmula Preferida do Professor e recentemente traduzida para o português pela editora Estação Liberdade.

Recebi O Museu do Silêncio pelo correio há poucos meses. O release da editora trazia uma sinopse simples, que rapidamente chamou a minha atenção.

Numa cidade e época indefinidos (mas que podem facilmente ser confundidos com o interior do Japão, em algum momento no fim do século XX), um homem é contratado para construir o Museu mais estranho do mundo.

 

 


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A proposta do “Museu do Silêncio” era armazenar e exibir as recordações mais íntimas dos mortos daquela vila, através de objetos banais. Ele foi idealizado por uma velha senhora, de idade inimaginável, que tinha colecionado objetos dos mortos ao longo de toda a sua longa vida: uma tesoura de jardinagem, um olho de vidro, um DIU carbonizado descoberto em meio às cinzas de uma prostituta após a cremação…

O empreendimento, que já não parecia nada fácil, logo revelaria dificuldades ainda maiores. Assassinatos em série começam a acontecer na vila, os primeiros crimes do tipo em cinquenta anos. A preferência do assassino eram mulheres jovens, que depois de mortas tinham os seus mamilos arrancados à faca.

Formalmente, O Museu do Silêncio se encaixa no gênero suspense. Mas é leviano reduzir essa obra a um simples thriller policial.

 

Yoko Ogawa.

 

Com a segurança de quem já publicou dezenas de obras premiadas, Yoko Ogawa repousa sua literatura numa rede de símbolos e metáforas. O mistério do serial killer se torna pálido e quase irrelevante diante dos segredos da finitude e da memória, as matérias-primas do Museu do Silêncio.

Depois de uma vida inteira lendo ficção ocidental – por mais que suas cores e sotaques variem muito – a experiência de conhecer literatura do extremo oriente foi refrescante para mim.

É encantador descobrir novas maneiras de contar uma história. Os valores, os símbolos, as tensões oferecidas por Ogawa e seus personagens sem nome são, ao mesmo tempo, originais e familiares.

Neste sentido, nem precisava ocultar os nomes das pessoas e dos lugares onde se passa a história – a verdade dos sentimentos despertados por ela já são o suficiente para que O Museu do Silêncio seja apreciado em qualquer lugar do mundo, como um romance universal.

 

SORTEIO – 90 mil inscritos!

 

Estamos nos aproximando dos 90 mil inscritos no Canal do Ler Antes de Morrer no YouTube!

Para comemorar mais esta conquista (e também para preparar o terreno para o super sorteio que vamos fazer quando chegarmos aos 100 mil…), separei 3 livros muito especiais para presentear vocês.

São livros escolhidos e comprados pelos Padrinhos e Madrinhas do Ler Antes de Morrer especialmente para serem sorteados neste evento. Eles não são uns amores?

 

 


Para participar do sorteio, responda ao formulário que abaixo. O resultado será divulgado em vídeo, assim que atingirmos a marca dos 90 mil inscritos. Minha torcida é que seja já na próxima terça-feira, dia 21 de março de 2017. Por isso, indique o canal para amigos e parentes! A sua ajuda é muito importante 🙂

 

 

Livro nº 117: O Quinze, de Rachel de Queiroz

 

A leitura desta semana foi escolhida pelo leitor e padrinho do canal Dirceu Cavalcante em homenagem ao estado dele, o Ceará. De quebra, ainda caiu como uma luva na semana do Dia Internacional da Mulher: O Quinze, de Rachel de Queiroz.

Primeira mulher a integrar a Academia Brasileira de Letras, Rachel de Queiroz começou a fazer história na literatura nacional desde este primeiro lançamento.

Ela tinha apenas 20 anos quando O Quinze viu a luz do dia, causando assombro em escritores e intelectuais de todo o país – inclusive artistas consagrados pelo Movimento Modernista de 1922, como Mário de Andrade.

 

 


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O pano de fundo da obra foi a grande seca ocorrida no Ceará no ano de 1915, que transformou milhares de trabalhadores sertanejos em retirantes – famílias que viajavam a pé pelo sertão, levando nas costas tudo o que conseguiam carregar, em busca de trabalho, comida ou, simplesmente, água.

Representados pelo casal Chico Bento e Cordulina (além dos numerosos filhos), boa parte destas famílias rumavam para a floresta amazônica, onde ainda se vivia a “febre da borracha” e se alimentava o sonho de enriquecer.

Outras migravam para o Sudeste, ajudando a construir a grandeza de metrópoles como São Paulo, minha cidade – embora até hoje esta contribuição não seja reconhecida como deveria.

E outros milhares de retirantes iam parar em Fortaleza, a capital do Ceará, onde o governo improvisava acampamentos batizados oficialmente de “Campos de Concentração”. Nem é preciso descrever em que condições viviam (e morriam) os sertanejos nesses lugares…

 

Rachel de Queiroz aos 20 anos, na época em que publicou “O Quinze”.

 

O Quinze é uma obra que transita por diferentes classes sociais com naturalidade. Seja retratando a miséria dos retirantes, seja descrevendo a angústia dos fazendeiros que lutavam para manter o gado vivo sob o sol impiedoso, a obra surpreende pela linguagem objetiva, simples, atenta ao modo de falar mais cotidiano dos cearenses.

Outra novidade que certamente espantou os leitores da época foi a figura de Conceição, uma das protagonistas. A despeito da condição feminina, Conceição não almeja casamento, o sonho de toda moça branca e de família rica. Seus sentimentos confusos pelo primo Vicente não mudam o fato de que ela se sente uma pessoa completa mesmo que nunca venha a ter marido ou filhos naturais.

Ela tem uma carreira como professora e sustenta-se deste trabalho; sente-se mais impelida ajudar os flagelados da seca que batem a sua porta, do que a ocupar a cabeça com namoricos e sonhos com príncipes encantados.

Em suma, Conceição pode ser descrita como uma mulher libertada do romantismo, algo que talvez só seja possível na literatura. Mas que para a Rachel de Queiroz de 20 anos, uma mulher escritora num mundo de homens, talvez fosse um ideal tão inspirador quanto um Ceará que nunca mais sofresse com a Seca…

 

Book Haul de fevereiro

 

Book Haul do mês!

Entre compras (muuuitas compras, ai meu cartão de crédito) e presentes, veja os livros que chegaram na minha caixa de correio!

 

 


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Contos Completos Tolstói
Odisseia
Foras da lei barulhentos (etc, etc…)
Este lado do paraíso
Os meninos da rua Paulo
Clarice Lispector. Todos os Contos
Dona Flor e seus dois maridos
A morte e a morte de Quincas Berro d’Água
➜ Tenda dos milagres
Caim
Memorial de Maria Moura
O homem que calculava
As quinze vidas de Harry August
Uma longa jornada para casa
Rio das flores


 

116º Livro: Crônica de uma morte anunciada, Gabriel García Márquez

 

Mas desde Dom Casmurro eu não via um mistério tão difícil de solucionar!

No começo dos anos 1950, num povoado na costa Norte da Colômbia, a mesma região onde nasceu García Márquez, um crime horroroso choca a pequena população.

Um rapaz de ascendência árabe chamado Santiago Nasar – jovem, alegre, cheio de amigos – é morto a facadas na porta da casa dele, com toda cidade olhando.

 

 


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Ele tinha sido apontado como o responsável por tirar a virgindade de uma moça chamada Ângela antes do casamento – crime tão grave no passado que motivou os irmãos da moça, enfurecidos, a querer “limpar a honra” da família com sangue.

A questão é que, antes de cometer o crime, eles saíram anunciando para o povoado inteiro o que iam fazer, e mesmo assim quase ninguém tentou impedir. Quem esboçou alguma reação, falhou – de modo que, muito tempo depois, a população da cidade ainda se sentia de alguma forma responsável por aquela morte anunciada. Inclusive, talvez, Gabriel García Márquez.

Crônica de uma morte anunciada foi inspirada num caso real que aconteceu no povoado de Sucre, na Colômbia, onde morava a família García Márquez nos anos 1950. Trinta anos depois, Gabo (como o autor é carinhosamente conhecido na terra natal) estrutura a narrativa de um modo que mistura de investigação jornalística com memória e poesia.

O resultado é que Crônica de uma morte anunciada é muito mais do que uma investigação jornalística impessoal. É uma obra-prima literária, em que ele mistura realidade com muitos elementos de ficção.

 

(Vitrine) O Bálsamo, de Tereza Custódio

 

Você dedicaria seu tempo a cuidar dos outros? No livro de hoje do quadro Vitrine Ler Antes de Morrer, vamos conhecer a história de uma mulher que só encontrou o sentido da vida quando se tornou uma cuidadora de idosos.

 

 

A vida não tem sido gentil para Lara Castro, a protagonista do romance O Bálsamo, a estreia literária da professora de literatura pela UFRN, teatróloga e cordelista Tereza Custódio.

Lara foi a criança mais feliz do mundo até mais ou menos cinco anos. Mas tudo desmoronou quando sua mãe morreu em um acidente e o pai afundou em depressão e alcoolismo.

A partir daí, Lara e sua irmã mais nova tiveram de enfrentar uma infância de negligência, solidão e bullying, seguida mais para frente por um casamento fracassado e depois por um emprego deprimente e estressante.

Cada vez mais perdida no labirinto da vida adulta, parece que não existe lugar no mundo para a natureza doce e sensível de Lara Castro. Até que a avó dela quebra o fêmur.

 


Onde encontrar O Bálsamo, de Tereza Custódio (edição de papel ou eBook):
– Editora Chiado: www.chiadoeditora.com/livraria/o-balsamo
– Livrarias: Cultura, Galileu, Janina, Cia dos Livros, Travessa, EasyBooks, Livrarias Curitiba, Blooks, Saraiva
– Site da autora: hwww.terezacustodio.wordpress.com/balsamo

Se você quer ajudar o projeto Ler Antes de Morrer, você também se tornar padrinho do canal e ganhar benefícios: www.padrim.com.br/lerantesdemorrer


 

Dona Eva, de oitenta e oito anos, foi o ser humano que mais deu carinho para Lara e a irmã depois da tragédia que acometeu a família. Mas agora ela é quem está precisando de atenção: quebrou o grande osso da coxa enquanto cuidava das plantas do jardim, e agora deve ter sempre alguém ao seu lado para ajudar no difícil tratamento.

Em um final de semana, Lara é convocada pela família para esta função. É quando ela fará duas importantes descobertas.

A primeira é que as melhores memórias da vida dela estavam guardadas na casa da avó – os cheiros, os sabores, as histórias e o raro carinho numa infância solitária. E a segunda descoberta é que ela tinha uma vocação.

O Bálsamo é um romance em homenagem aos cuidadores, as pessoas que dedicam a vida a cuidar dos doentes, dos velhinhos, daquelas pessoas que cuidaram de nós no passado e agora não podem mais.

Um romance sensível, cheio de músicas e fragmentos da História do Brasil, que nos coloca de volta em contato com a nossa própria humanidade – e o instinto de fazer o bem.