As próximas resenhas? Você escolhe!

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Estamos chegando na reta final do ano!

Para agradecer a você, que me acompanhou durante todas as semanas de 2016, eu estou ouvindo a sua opinião: quais livros você quer que eu resenhe até o final do ano?

São três semanas – portanto, três livros – em aberto: 10, 17 e 24 de dezembro. Vocês vão decidir quais livros serão resenhados até o Natal.

Aguardo seus comentários!

 


 

Livro nº 106: A Cor Púrpura, de Alice Walker

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Um marco da literatura afro-americana e feminista.

“A Cor Púrpura”, de Alice Walker, mal tinha sido publicado, em 1982, e já levou o prêmio Pulitzer, o mais importante da literatura americana. Pouquíssimo tempo depois, ganhou uma adaptação igualmente premiada para o cinema, sob a direção de Steven Spielberg e com Whoopi Goldberg no papel principal.

 

 


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O livro conta a história de Celie, uma americana negra nascida e criada na zona rural de um estado do Sul dos Estados Unidos na primeira metade do século XX.

Desde a infância até a vida adulta, Celie é vítima de violências por parte de quase todos os seres humanos que a cercam – tanto física e sexual, quanto psicológica e social. As poucas pessoas que a amam – sua mãe, a irmã mais nova, Nettie, são arrancadas de sua vida de maneira sempre abrupta.

A vida de Celie muda, porém, com a chegada uma artista livre, independente, sensual.

Shug Avery era uma antiga amante do seu marido – que não apenas não vai provocar na deprimida Celie nem uma pitada de ciúmes, como vai ser responsável por abrir os horizontes dela para sua própria felicidade.

 

Livro nº 105: Quarto de Despejo, de Carolina de Jesus

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Hoje é dia da resenha surpresa!

Em homenagem ao Dia da Consciência Negra, vasculhei bibliotecas públicas em busca de um clássico da literatura negra e marginal brasileira – “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus.

Veja o vídeo e descubra você mesmo por que todos os brasileiros deveriam conhecer o trabalho dessa mulher extraordinária.

 

 


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Livro nº 104: Laços de Família, de Clarice Lispector

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Quem nunca abandonou um livro difícil?

Eu já. Mais do que isso: não apenas eu abandonei o livro, como ganhei um medo crônico da autora – Clarice Lispector, que eu tentei enfrentar na época da faculdade com a obra “A hora da Estrela”.

Mas depois que eu resenhei na semana passada “A vida invisível de Eurídice Gusmão”, de Martha Batalha, vocês me deram a dica: se eu tinha gostado deste livro, então eu ia gostar também de “Laços de Família”, da Clarice, que também fala da realidade de mulheres de classe média carioca, nos anos 50.

 

 


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Vocês estavam certos. Eu revi várias personagens que apareciam no livro da Eurídice Gusmão – eu as reencontrei de maneira mais profunda e enigmática nos contos na Clarice, mas eram as mesmas mulheres.

“Laços de família” foi publicado em 1960 e traz histórias da classe de classe média carioca e branca daquela época. São contos em que, por fora, pouca coisa acontece. E por dentro da cabeça das personagens, acontece tudo – pequenos desequilíbrios da vida cotidiana levam a revelações ou transformações interiores profundas.

Misterioso e cheio de metáforas, o texto da Clarice é sempre um desafio. Não existe uma interpretação única das histórias; é como se ela jogasse pistas ao longo da narrativa, para que nós montemos sozinhos o quebra-cabeça.

 

Retrato de Clarice Lispector.

Retrato de Clarice Lispector.

 

Boa parte desses 13 contos falam da condição feminina – mesmo quando a personagem principal não nem uma mulher, e sim uma galinha prestes a virar almoço de domingo.

Outros contos, por sua vez, trazem protagonistas homens: um velho que come carne com voracidade num restaurante, um garoto que anseia por independência financeira e emocional da família, um professor de matemática de sofre remorso por ter abandonado um ente querido.

Em comum, todos os contos mostram, de maneiras muito variadas, indivíduos presos aos “laços de família”. Perceba que o título da coletânea não é “correntes” de família – são simples laços, ligações tênues e precárias entre os membros da família que, ainda assim, podem ser quase invencíveis.

Sempre fica uma sensação de que os papéis consagrados da família – mãe, marido, avó, filho – não são “palavras mágicas” que só de serem executadas já garantem a felicidade.

Pelo contrário. Para Clarice Lispector, estes papéis às vezes são insuficientes, aprisionantes. Sonhos e ambições pessoais são sufocados em nome desses papéis. E o que resta é amargura, dúvida, culpa, vazio.

 

Sorteio: vamos comemorar os 70 mil inscritos!

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Estamos nos aproximando da marca de 70 mil inscritos no canal do Ler Antes de Morrer do YouTube!

E que melhor maneira de comemorar do que fazendo um super sorteio de 4 kits com 4 livros cada?

Então descubra qual kit é mais a sua cara e participe já!

 

 


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A divulgação dos 4 vencedores será feita no canal Ler Antes de Morrer e aqui neste blog em 22/11/2016.
Atenção: É preciso ser inscrito no canal para participar do sorteio 😉

 

 

A Redenção do Anjo Caído, de Fabio Baptista (Vitrine)

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Não é toda hora que a gente engata uma sequência de leituras realmente boas!

Eu estava vindo de uma semana muito espacial. Resenhei dois livros que, sem dúvida, vão entrar para a minha lista de melhores do ano: A vida invisível de Eurídice GusmãoEnclausuradodois lançamentos da Companhia das Letras.

Por isso, eu acho que é até compreensível que eu não estivesse com expectativas lá muito grandes sobre a leitura seguinte, que faria parte do quadro Vitrine Ler Antes de Morrer e, portanto, era de autoria de um escritor iniciante ou independente.

Mas aí… eu fui surpreendida novamente.

 

 


Ficou curioso com A redenção do anjo caído?

 

A redenção do anjo caído, de Fabio Baptista, se aproveita de histórias da mitologia cristã – sobre os anjos, o céu e o inferno – para propor uma instigante reflexão sobre o bem e o mal e os rumos da humanidade.

O personagem principal é o anjo Lúcifer, que segundo se conta costumava ser o anjo favorito de Deus, mas que se deixou dominar pela cobiça e acabou expulso do Paraíso – transformando-se assim no Diabo, o senhor das almas pecadoras e de todos os demônios primordiais.

Baptista imagina o dia em que Lúcifer, cansado de reinar no Inferno, finalmente se convence de que sua guerra com Deus é inútil. Por isso, ele decide abandonar a vida de “anjo caído” e pedir perdão a Deus, na esperança de ser aceito novamente no céu.

Mas Deus Todo-Poderoso impõe uma condição que Lúcifer não esperava. Para ser aceito de volta no céu, o anjo caído deve passar uma temporada na terra como ser humano mortal, e aqui fazer algum bem para a humanidade que ele tanto despreza.

Com um texto seguro, cheio de descrições vibrantes (os capítulos sobre as torturas do Inferno são realmente apavorantes) e desenlaces surpreendentes, A redenção do anjo caído não só superou as minhas pequenas expectativas – mas também se tornou um dos melhores livros que já participaram do quadro Vitrine até hoje.

Por enquanto, a obra só está disponível em formato digital na loja Kindle da Amazon. Mas, se A redenção do anjo caído conseguir impressionar Carlos Heitor Cony, o imortal da Academia Brasileira de Letras Geraldo Carneiro e os demais jurados do Prêmio Kindle de Literatura (ao qual ele está concorrendo) ele pode ser publicado muito em breve em versão impressa pela editora Nova Fronteira – um dos prêmios do concurso.

Eu vou ficar na torcida.

 

Semana dupla: Enclausurado e A vida invisível de Eurídice Gusmão

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A resenha dessa semana é dupla!

Dois lançamentos da editora Companhia das Letras que me chamaram tanta atenção, quando eu li as sinopses alguns meses atrás, que eu pedi para eles me enviarem ao mesmo tempo: A vida invisível de Eurídice Gusmão, da estreante carioca Martha Batalha, e Enclausurado, do veterano autor inglês Ian McEwan (o mesmo de Reparação).

O que esses livros têm em comum? Praticamente nada – eles se passam em países e épocas históricas muito diferentes. Os protagonistas (uma dona-de-casa em um, um bebê nascituro em outro), também não podiam ser mais distintos.

Mas, mesmo com propostas e estilos tão distantes, ambos têm aquela qualidade que nós amamos na literatura: a “hipnose” que nos leva da primeira à ultima página em poucas horas e que, como num transe, parece que não demora mais do que alguns minutos.

 

 


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Por que NÃO vou ler Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

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A tradução em português da oitava história da série de J. K. Rowling – Harry Potter e a Criança Amaldiçoada – finalmente chegou às prateleiras. E a editora Rocco, contente em voltar a lançar mais um produto da sua maior franquia, não teve dúvidas: anunciou que vai inundar as livrarias brasileiras com meio milhão de exemplares do novo Harry Potter.

E nem é preciso ser a professora Trelawney para profetizar que o tão aguardado lançamento ia alcançar o topo da lista de mais vendidos. Em apenas 5 dias, A Criança Amaldiçoada vendeu assombrosos 14.551 exemplares, deixando no chinelo a auto-ajuda Força para vencer, que ficou em segundo lugar.

E com tanto sucesso, acabou a ansiedade dos fãs da série, que aguardavam essa tradução desde julho, quando o livro foi lançado em inglês.

Mas, por outro lado, começou a pressão dos leitores do Ler Antes de Morrer, que me mandam mensagens no YouTube, Instagram, Facebook, pombo-correio, e por aí vai: “Isa, quando você vai resenhar o novo Harry Potter, pelamordedeus??”. Não tenho ouvido outra pergunta.

Bom, gravei um vídeo com a minha resposta. É, eu sei alguns não vão gostar… mas assista até o fim. Talvez você também concorde comigo!

 

 


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Livro nº 101: O Planeta dos Macacos, de Pierre Boulle

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Eu, como quase todo mundo, entrei em contato com a franquia “O Planeta dos Macacos” pela primeira vez através do cinema – mais especificamente, com o clássico de 1968 protagonizado por Charlton Heston.

E, novamente como quase todo mundo, eu fui tomada de surpresa com o final do filme, que entrou para a história do cinema como um dos mais antológicos.

Então, vocês imaginam qual não foi a minha surpresa quando eu descobri que “O Planeta dos Macacos” é inspirado num romance de um escritor francês – Pierre Boulle, hoje quase desconhecido – e que a tão famosa cena final NÃO existe na história original.

 

 


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Essa divergência de finais vai além mais do simples detalhe; é uma alteração muda completamente a mensagem da história.

Enquanto a versão Hollywodiana optou em se transformar numa crítica às armas nucleares, com direito a um belo sermão contra a estupidez humana, o livro de Pierre Boulle se contenta em fazer uma simples reflexão sobre o surgimento das civilizações, e sobre como todas elas, fatalmente, terminam.

Num futuro não tão distante, quando as pessoas já poderão ter naves espaciais particulares como os carros, três astronautas deixam a Terra rumo a uma estrela distante: um cientista, seu assistente e um jornalista curioso.

 

Retrato de Pierre Boulle.

Retrato de Pierre Boulle.

 

Eles vão parar num sistema solar muito parecido com o nosso, e num planeta tão parecido com a Terra que eles dão a ele o nome de “Soror”, que significa “irmã”.

Ocorre que planeta é organizado de maneira completamente inversa da Terra: lá os macacos são a espécie racional e dominante, e os seres humanos são os animais selvagens e disponíveis na natureza para ser caçados, exibidos no zoológico, ou levados a laboratórios para servir de cobaia em experiências científicas.

Então, o protagonista, que em Hollywood se chama Taylor, mas no livro francês se chama Ulysse Mérou, se vê na desesperadora situação de ser, ele, um animal a ser caçado e trancafiado numa jaula.

 

Cena do filme "O Planeta dos Macacos" de 1968. Direção: Franklin J. Schaffner.

Cena do filme “O Planeta dos Macacos” de 1968. Direção: Franklin J. Schaffner.

 

Essa ideia revolucionária de Pierre Boulle está na raiz do sucesso da franquia “Planeta dos Macacos”, que continua ganhando novos episódios até hoje.

Embora menos conhecido do que as versões cinematográficas, o livro me pareceu mais instigante do que elas. Uma mistura de fantasia, ficção científica, uma tese antropológica ou até mesmo, indiretamente, como um manifesto contra maltrato de animais – que nem mesmo Hollywood conseguiu sintetizar com tanta originalidade.

 

Book Haul de Outubro (ou o mês em que enfiei o pé na jaca)

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Ai, ai, meu cartão de crédito…

Eu até que estava me controlando bem neste mês de outubro. Mas aí vieram umas promoções de boxes e clássicos da Cosac Naify… e eu enfiei o pé na jaca.

Veja por que no Book Haul deste mês!

 

 


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