(Vitrine) Uma chance para recomeçar, de Diana Scarpine

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A primeira coisa que me chamou atenção quando recebi “Uma chance para recomeçar”, de Diana Scarpine, foi a beleza da edição.

Ela tem tudo que eu gosto: páginas de papel amarelado, espaçamento confortável, fonte serifada bonita e ilustrações delicadas.

 

 


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Aliás, delicadeza é uma palavra-chave nessa história de amor e superação.

Os dois protagonistas, a executiva Carina e o massoterapeuta Aurélio, são personagens muito maltratadas pela vida e que, por isso, desejam desesperadamente ser tratados com mais delicadeza.

Carina vive para o trabalho na rede de supermercados da sua família, mas as relações com os parentes são tensas e desiguais. Ela se sente terrivelmente pressionada e desvalorizada, até o ponto em que seu nível de estresse explode como uma panela de pressão – levando consigo metade dos movimentos do rosto da moça.

Já Aurélio, o massoterapeuta que Carina vai conhecer durante o tratamento de fisioterapia e massagem, também não é um cara feliz – até porque ele não gosta muito de mostrar a cara.

No passado, Aurélio sofreu um acidente terrível, envolvendo queimaduras graves, tragédias familiares e uma série de outras consequências que eu não vou revelar para não revelar as surpresas da trama.

“Uma chance para recomeçar” é a história de amor e superação entre estas duas pessoas machucadas pela vida, que estão convencidas de que foram abandonadas pela felicidade.

Juntos, Carina e Aurélio vão enfrentar suas inseguranças e preconceitos na difícil tarefa de recuperar a própria auto-estima. E, de quebra, eles também vão descobrir que o amor é o melhor caminho para escapar do rodemoinho de auto-comiseração, abuso familiar e medo de se envolver em que a vida os mergulhou.

 

RESENHA Nº 100: Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

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Poucas livros me emocionaram tanto nessa vida quanto Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez. É por isso que eu esperei tanto tempo pra fazer esta resenha. Estava aguardando uma ocasião bem especial – como esta, a resenha número 100 do Ler Antes de Morrer!

E eu não sei se este vai ser o melhor o pior vídeo que eu vou fazer na minha vida, o que eu sei é que, por mais que eu me esforce, qualquer coisa que eu disser vai ser insuficiente para comentar Cem Anos de Solidão.

 

 


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Mas vamos do começo. Eu levei três tentativas até conseguir ler Cem Anos de Solidão até o fim. É claro que não foi nessa edição em espanhol que eu mostro no vídeo; eu tinha uma edição em português vendida pelo jornal Folha de São Paulo, mas que eu dei de presente depois que comprei esta a edição colombiana.

Embora não seja uma leitura fácil, nem mesmo em português, eu me lembro até hoje do encantamento que eu senti na primeira vez que li as primeiras e mágicas frases.

“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.”

Este começo é célebre no mundo todo, e não sem justiça. Mas na minha opinião, todo o primeiro capítulo de Cem Anos de Solidão é a mais bela trama de palavras a que já li em toda a minha vida.

 

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Apesar de ser um livro cheio de complexidades, Cem Anos de Solidão poderia ser resumido com uma definição muito simples: a saga da família Buendía.

Os Buendía são uma raça antiga, inaugurada por José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán. Eles são como Adão e Eva. Ou melhor: como Moisés e sua esposa Zípora, porque eles lideram seu povo para uma terra nova e prometida, que é o povoado de Macondo.

(Aliás, as referências à Bíblia não são poucas em Cem Anos de Solidão. Elas vão do Gênesis ao Êxodo, do Dilúvio às infinitas Guerras e até ao Apocalipse.)

 

Gabriel García Márquez e as lendárias borboletas amarelas.

Gabriel García Márquez e as lendárias borboletas amarelas.

 

Mas voltando aos Buendía, cada membro dessa família, ao longo de mais de cem anos, é marcado pela inventividade, pela obstinação e pela solidão. Eles só não têm muita criatividade para batizar.

José Arcadio Buendía é pai de José Arcadio e Aureliano, avô de Arcadio e Aureliano José, bisavô de Arcadio Segundo e Aureliano Segundo, tataravô de outro José Arcadio, e assim por diante.

É confuso? É. Este também foi um dos motivos que me levaram a abandonar o livro nas primeiras tentativas. Eu me perdia e não sabia quem era quem.

Mas a repetição de nomes também é um componente poético. É uma estratégia para compor uma atmosfera mítica. Os nomes não mudam e as paixões também não, assim como os destinos. O tempo avança, avança, e é como se sempre estivesse parado.

 

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A sensação de circularidade do tempo e imprecisão do espaço fazem com que a família Buendía nunca deixa de existir. Eles continuam vivendo, amando e sofrendo todos os dias em cada recanto da América Latina – um continente condenado a muito mais do que cem anos de solidão.

Não faltam segredos e verdades ancestrais nas linhas Cem Anos de Solidão, que já foi considerado o maior romance de língua espanhola depois de Dom Quixote. Eu acho exagero; na minha opinião, a obra-prima de Gabriel García Márquez é muito melhor.

 

Livro nº99: O Iluminado, de Stephen King

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Em clima de Dia das Bruxas, o livro de hoje é um clássico do Terror: O iluminado, de Stephen King.

Você com certeza já ouviu falar dele, ou pelo menos da famosa adaptação para o cinema dirigida por Stanley Kubrick e protagonizada por Jack Nicholson.

 

 


*APROVEITE A GEEK FRIDAY!*
E confira também:

“O Iluminado”, de Stephen King


 

O iluminado conta a história de uma família de três pessoas – o pai, Jack Torrance, escritor e professor de Inglês; a mãe, Wendy, dona-de-casa; e o filho de 5 anos, Danny.

Este pai, Jack, tem problemas com bebida e ainda por cima é um cara explosivo, que se descontrola facilmente. Isso fez com que ele seja demitido de um bom emprego em uma escola particular.

Com a ajuda de um amigo, o ele acaba conseguindo um emprego que, embora muito abaixo do nível intelectual dele, promete ser a salvação da família.

 

Retrato de Stephen King.

Retrato de Stephen King.

 

O emprego é de zelador num hotel no meio das montanhas chamado Overlook. Só que este hotel não é como os outros. Ele passa seis meses por ano fechado, porque entre outubro e março a temperatura nas Montanhas Rochosas cai de um jeito, e a neve é tanta, que fica impossível acessar o lugar.

Por isso, a gerência do hotel contrata um zelador que fica responsável por tomar conta da propriedade, sozinho, isolado do resto do mundo, durante seis meses. É este o emprego que o Jack Torrance aceita pra pagar as contas. E, naturalmente, ele leva consigo a esposa e o filho.

 

Stanley Park Hotel, no Colorado - o hotel que inspirou King a criar o Overlook.

Stanley Park Hotel, no Colorado – o hotel que inspirou King a criar o Overlook.

 

O que não é nada divertido, é quando eles descobrem que o Hotel teve uma série de incidentes sombrios nos seus 75 anos de história – suicídios, assassinatos, complôs, crimes passionais. Não por acaso, alguns dizem que o lugar é mal assombrado.

Com este enredo, o Stephen King cria o mise-en-place perfeito para um verdadeiro banquete de terror: isolamento, tensão psicológica, traumas do passado, sobrenaturalidade.

 

Poster de "O Iluminado" de Stanley Kubrick (1980).

Poster de “O Iluminado” de Stanley Kubrick (1980).

 

As academias de letras e os críticos de “alta literatura”, nem preciso dizer, torcem o nariz para o Stephen King e seu ritmo frenético (e sempre best seller) de trabalho. Mas, gostando ou não, o fato é que livros como O iluminado já fazem parte da história cultural do Ocidente. E King conseguiu se consagrar no gênero do terror como poucos autores no mundo.

Afinal, para ele, mais do que para ninguém, monstros existem, fantasmas também. Só que eles vivem dentro da gente… e às vezes, eles vencem.

 

Livro nº 98: O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, de Ransom Riggs

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E ainda em clima de semana das crianças, e também considerando que mês de o outubro é mês de Halloween, eu escolhi para esta semana um livro que está fazendo muito sucesso entre jovens e que é meio assustador – mas depois eu descobri que não é tanto assim.

É o “Orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares”, do americano Ramsom Riggs.

 

 


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O personagem principal é Jake Portman, um adolescente americano normal que passou a infância toda ouvindo as histórias do avô Abe sobre um orfanato na Inglaterra especial para crianças “peculiares”, ou seja, crianças que tinham poderes especiais.

Para provar o que dizia, o avô mostrava fotografias das crianças para ele – fotografias autênticas, colecionadas pelo autor Riggs durante anos, e que serviram como inspiração para que ele criasse os seus personagens. Nas montagens antigas (afinal, manipulação de fotos já existia muito antes de inventarem o Photoshop), crianças aparecem levitando, carregando pedras pesadíssimas, entre outras “sobrenaturalidades”.

 

Algumas fotografias reais usadas no Riggs na obra.

Algumas fotografias reais usadas no Riggs na obra.

 

E, se o menino Jake ficava encantado com estas histórias quando era pequeno, logo que a adolescência chegou ele deixa de acreditar naquilo tudo… Até o que o avô morre misteriosamente.

Atacado por algum tipo de bicho (ou monstro?), vovô Abe só tem tempo de fazer um último pedido ao neto: que ele volte até o orfanato, encontre as crianças, diga-lhes que eles estão correndo perigo.

 

Retrato de Ransom Riggs.

Retrato de Ransom Riggs.

 

Para quem esperava uma história de terror, “O orfanato da srta. Peregrine” foi um pouco decepcionante – ele se aproxima muito mais do YA (sigla de Young Adult, ou literatura para adolescentes) e da fantasia. E, mesmo levando em conta estes gêneros, não consigo evitar a sensação de que já li livros fantásticos para adolescentes muito melhores do que este.

 

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Feliz dia das crianças!

Você ainda ganha presente? Eu já não ganho mais há tanto tempo… Mas tenho uma ideia pra você que vai ganhar ou vai presentear crianças neste dia: livros são os melhores brinquedos!

Confira quais foram os livros que marcaram a infância da pequena Isa – e, de quebra, concorra a uma edição novíssima, lindíssima de “Caçadas de Pedrinho”, do Monteiro Lobato!

 

 

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(Vitrine) Ninguém sentirá saudades, Fecundo

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Hoje é dia de apresentar para vocês mais um livro no quadro que revela novos talentos da literatura brasileira, o Vitrine Ler Antes de Morrer!

O livro da vez agora é bem curtinho, tem pouco mais de 50 páginas. Mas foi suficiente para me deixar emocionada no final. Assista ao vídeo e veja por quê!

 

 


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Ninguém sentirá saudades, Fecundo – uma vida em Buenos Aires

por Humberto Eustáquio

Sinopse: Fecundo é um garoto simples, que mora em um bairro pobre de Buenos Aires. Suas características mais marcantes: O total desprendimento das coisas e falta de ambição na vida. Ele não estipula objetivos, não traça metas, simplesmente “se deixa levar pela vida”. Podemos considerar essa atitude como uma qualidade ou um defeito? E nas mãos do pobre Fecundo, isso seria uma virtude ou uma maldição?

 

97º livro: O duelo, de Anton Tchékhov

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Virginia Woolf, James Joyce, William Faulkner, Ernest Hemingway, Alice Munro, Amos Oz..

Quando tantos grandes escritores (muitos deles, condecorados com o prêmio Nobel) afirmam que são influenciados pela obra de um grande autor do passado, é sinal de que a gente precisa correr para ler alguma coisa dele, não é mesmo?

O nome deste autor é Anton Tchékov, e ele entrou para a história como um dos maiores contistas de todos os tempos. Se o romance foi o grande gênero do século XIX, o conto foi, provavelmente graças a Tchékhov, o gênero mais revolucionário do século XX.

 

 


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Há algumas semanas, uma assessora da nova editora Amarilys (selo da Manole) entrou em contato comigo me fazendo um daqueles convites maravilhosos que a gente só recebe quando trabalha com literatura: eu podia escolher qualquer livro do novo catálogo de clássicos deles, que eles me enviariam para eu resenhar.

Quando eu vi, entre vários autores russos, o livro “O Duelo” de Anton Tchékhov, eu pensei – é este! Já estava mais do que na hora de conhecer o famoso Tchékhov.

A trama de “O Duelo” se passa no final do século XIX na região do Cáucaso, sudoeste da Rússia, numa cidade portuária às margens do mar Negro e muito distante da capital, São Petersburgo. Em bom português, o Cáucaso ficava no lugar onde Judas perdeu as botas.

E o que levaria o protagonista Laiévski, um funcionário público preguiçoso e boa-vida, a viver naquele fim de mundo? É que ele estava vivendo com Nadejda, uma mulher casada – para escândalo da sociedade – e no auge da paixão, pareceu uma boa ideia fugir para uma cidadezinha tranquila do interior e viver de amor.

 

Retrato de Anton Tchékhov.

Retrato de Anton Tchékhov.

 

Mas o romantismo durou pouco. Em poucos anos, Laiévski já não aguentava mais a vida modorrenta da província e nem o relacionamento com Nadejda; passava o dia inteiro bebendo e jogando, e logo começou a articular um plano para fugir da cidade, abandonando a mulher por lá.

Uma falta de caráter que desperta a ira de von Koren, um cientista que está na região conduzindo um estudo da fauna marinha do mar Negro. Convencido de que Laiévski era um elemento podre da comunidade e uma má-influência para o bom funcionamento do mundo, von Koren decide desafiá-lo para um duelo.

As consequências são imprevisíveis.

E por meio de um texto objetivo, rápido, fácil de ler, Tchékhov consegue a proeza de criar diversos personagens imperfeitos sem jamais fazer um único julgamento moral. Isso ele deixa a cargo de nós, os leitores.

Quem tem razão, Laiévski ou von Koren? No final, a honra prevalesce sobre a imoralidade? Se você gosta de livros que terminam com uma “moral da história”, você vai se decepcionar. Tchékhov é daquele tipo de escritor que nos dá liberdade total para tirar as nossas próprias conclusões.

Ou, como ele mesmo definiu:

“Quando eu escrevo, confio inteiramente no leitor, supondo que ele próprio vai acrescentar os elementos subjetivos que faltam ao conto”.
Anton Tchékhov.

 

Book Haul de Setembro (Recebidos do Mês)

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É hoje! É hoje aquele grande momento do início de cada mês, o momento de mostrar quais são os livros e presentes que chegaram na minha caixinha de correio no último mês!

Em setembro teve libri in italiano, clássico da literatura russa, autores novatos, histórias em quadrinhos e muito mais! Confira:

 


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Veja os livros que participaram do Book Haul!
A amiga genial, Elena Ferrante
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Meia-noite e vinte, Daniel Galera
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A colônia, Ezekiel Boone
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Trinta e poucos, Antonio Prata
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O duelo, Anton Tchékhov
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