Book Haul de Agosto + Sorteio de “Contos das Mil e Uma Noites”

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Chegou mais uma vez a hora daquele quadro de que vocês gostam tanto todos os meses: o Book Haul, em que eu mostro tudo que chegou na minha caixa de correio!

E, neste mês de agosto, o Book Haul ainda vem com o sorteio do livro que vai ser a nossa leitura da semana: “Contos das Mil e Uma Noites”, em edição de luxo da Editora Paulus.

Para se inscrever no sorteio, preencha este formulário. E confira também tudo o que eu ganhei no vídeo abaixo!

 

 


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(Vitrine) Crônicas Ensaio – uma mistura de chocolate com pimenta

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A crônica é um dos gêneros mais populares e mais gostosos de ler. Nós temos, aqui no Brasil, uma antiga e respeitável tradição de cronistas, que continuam se renovando geração após geração…

Prova disso é o livro do nosso quadro Vitrine dessa semana: “Crônicas Ensaio – uma mistura de chocolate com pimenta”, de Anderson Santos.

 

 

Lembro de ter estudado as crônicas em uma disciplina da Faculdade de Jornalismo. E a verdade é que este é um gênero ambíguo: não existe muito consenso se a crônica se aproxima mais da literatura ou do jornalismo; uma das suas características principais é que elas aparecem quase sempre em veículos periódicos, como revistas ou jornais.

No caso das crônicas do Anderson Santos, o veículo em questão é a Folha de Varginha, Minas Gerais – a terra natal do cronista.

 


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E talvez seja por isso a gente consegue sentir um pouquinho o “sabor” de Minas Gerais. Por mais que a cidade de Varginha não seja assim tão pequena, tem mais de 100 mil habitantes, tem alguma coisa nessas crônicas que me deu um tipo de nostalgia da vida na roça, aquela coisa que quase não existe mais.

É o tipo de texto que fica mais saboroso se a gente os imagina lidas com sotaque de Minas – que eu, infelizmente, não tenho e nem sei imitar…

Eu recomendo que você leia uma crônica por vez durante o seu dia-a-dia, porque é assim que elas que a crônica deve ser lida. Leia na fila do banco, na viagem de ônibus… E, para sentir ainda melhor o clima de Minas Gerais, leia enquanto estiver na padaria domingo de manhã, tomando café-com-leite e pão de queijo bem quentinho.

91º Livro: O Alienista, de Machado de Assis

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O que é loucura? E ela tem cura?

Você deve se lembrar que o Policarpo Quaresma (o protagonista da última resenha, Triste Fim de Policarpo Quaresma) passou um tempo internado no hospício quando as pessoas começaram a achar que ele estava maluco. E a experiência foi descrita como “uma morte em vida”.

O próprio autor do livro, Lima Barreto, foi internado no manicômio algumas vezes durante a vida. Foi dentro de uma dessas instituições ele começou a escrever um romance “Cemitério dos Vivos” – mas as condições de saúde dele pioraram tanto, que ele morreu antes de concluir a obra.

Antes de tudo isso acontecer, em 1881, o Machado de Assis também escreveu sobre a loucura e sobre os manicômios em um conto muito importante: “O Alienista”.

 

 


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A história se passa Brasil colônia, na pequena cidade de Itaguaí, que fica perto do Rio de Janeiro. O personagem principal é um alienista, ou seja, “um médico de alienados”. O nome dele é Simão Bacamarte, e ele é um homem muito sábio, que se formou em medicina na Europa e depois retornou ao Brasil com um grande projeto: ele queria criar por aqui um sistema moderno e científico de tratamento da loucura.

E foi assim que ele acabou construindo a sua Casa de Orates, ou seja, sua “casa de malucos”. O objetivo era estudar e classificar a loucura, identificando as suas causas. O doutor Simão tinha confiança de que, em nome da Ciência, ele ia até mesmo conseguir encontrar o remédio universal do problema.

Mas não demorou para as coisas começarem a ficar um pouco estranhas – Simão Bacamarte começou a identificar sinais de desequilíbrio mental em praticamente todos os habitantes da cidade. Afinal, quem é cem por cento ajuizado o tempo todo?

 

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Retrato de Machado Assis.

 

Quem nunca teve nenhum momento de irracionalidade, superstição, mania, crise nervosa, tristeza, raiva?

Machado de Assis viveu numa época, a virada do século XIX para o século XX, em que entrou na moda uma confiança cega, quase religiosa, no poder da Ciência. Mas ele tinha motivos para duvidar: será que não é muita pretensão tentar achar uma “cura” para essa coisa tão complexa que é a mente humana?

Criando uma série de situações esdrúxulas e divertidas, Machado consegue em “O Alienista” fazer com que a gente refletita sobre os mistérios da mente, da vida em sociedade e das relações de poder – assuntos que, até hoje, os cientistas não conseguiram desvendar completamente. Mas os escritores, ainda mais os geniais como o Machado de Assis, esses sim chegaram muito perto de conseguir.

 

Participei de um Documentário da TV Cultura

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Você, leitor do Ler Antes de Morrer, talvez se lembre que no começo deste ano, lá pelo mês de fevereiro, A União Brasileira de Escritores (UBE) enviou para a Academia Sueca a indicação da autora Lygia Fagundes Telles para o prêmio Nobel de Literatura. Na época, eu até resenhei um dos romances mais conhecidos dela, “As Meninas”, para prestar minha homenagem a sua grande contribuição à literatura brasileira.

Agora no segundo semestre, com a aproximação do anúncio do vencedor no mês de outubro, a TV Cultura também está fazendo uma bela homenagem à escritora paulistana: um documentário sobre a vida a e obra dela, que deverá ser exibido em setembro.

 

 

Eu tive a honra de ser entrevistada no documentário, não como especialista ou booktuber, mas como leitora.

Tinha uns onze anos quando li pela primeira vez os contos de “Antes do Baile Verde”, uma das mais importantes coletâneas dela. Anos depois, reencontrei seus textos na escola, na faculdade de Direito da USP (a mesma que a Lygia também frequentou, só que nos anos 1940) e também neste Blog.

Não posso explicar o quanto me senti feliz em poder falar um pouquinho mais sobre minha admiração pela Lygia Fagundes Telles. Quando o documentário for ao ar, eu avisarei por aqui. Até lá, fique com este vídeo dos bastidores, que eu me diverti muito em editar e compartilhar com todos vocês!

 


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90º livro: Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto

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Há mais de cem anos, quando a República brasileira ainda era um bebê de fraldas, viveu um homem pelas ruas do Rio de Janeiro decidido a colocar em prática grandes planos para o Brasil.

Por exemplo… que tal deixar o português de lado a adotar o tupi-guarani, a única língua genuinamente brasileira, como idioma oficial?

Ou quem sabe se a gente deixasse de cumprimentar as pessoas dando as mãos (este gesto tão europeu) e passasse chorar cada vez que chega uma visita, do mesmo jeito que fazem os índios tupinambás?

 

 


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Parece coisa de maluco, não parece? Pois é, os amigos do major Quaresma também acharam a mesma coisa.

As confusões entre os delírios patrióticos dele e o resto da sociedade estão no centro do nosso livro da semana: “Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto.

Nesses dias de grandes eventos no Brasil, como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Policarpo Quaresma é daquele tipo de pessoa que não se caberia tanto orgulho da nossa pátria – e sairia no tapa com qualquer um que tentasse denegrir a imagem do Brasil.

Quaresma é um daqueles personagens de tipo quixotesco: um homem solteiro r de meia-idade que passou anos devorando seus livros e silenciosamente mergulhando nos próprios delírios de grandeza – que no caso dele, não eram as histórias de cavalaria, mas os projetos mirabolantes para a grandeza do Brasil.

 

Retrato de Lima Barreto.

Retrato de Lima Barreto.

 

“Triste fim de Policarpo Quaresma” foi escrito no começo do século XX, numa época Uma época em que se falava muito de “progresso”: abandonar as quinquilharias do passado (como por exemplo, o Rei, nobreza e escravidão) e entrar com o pé direito na era da ciência e da modernidade.

Mas as coisas não estavam saindo exatamente como o planejado. Só nos primeiros anos da República, teve: Revolta da Armada, Revolta da Degola, Revolta de Canudos, Revolta da Chibata, Revolta da Vacina… Algo, claramente, não ia bem.

“O triste Fim de Policarpo Quaresma” é uma história divertida, comovente e ligeiramente patética escrita para entreter os leitores dos jornais, mas é um grito de protesto do Lima Barreto – um artista pobre que perambulava pelos cafés do Rio de Janeiro observando a malha ridícula de militares, burgueses, imigrantes, moças casamenteiras e ex-escravos que formavam a sociedade brasileira cem anos atrás.

Uma crítica feroz aos vícios e mediocridades do Brasil, que tem na figura de um velho maluco (o major Quaresma) o único respiro de autenticidade e caráter.

 

Book Haul de Julho – Recebidos do Mês

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Chegou a hora do quadro Book Haul, em que eu mostro os livros que chegaram na minha caixa de correio no último mês!

No mês de julho, recebi livros de várias nacionalidades diferentes. Até combina com o clima de Jogos Olímpicos. Confira!

 

 


 

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Livro nº 89: Mayombe, de Pepetela

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Volta às aulas, segundo semestre, agora é hora de dar todo o gás para o Vestibular no final do ano!

E parece que alguns Vestibulares do país estão tentando forçar as escolas a ensinar que o nosso mundo é muito maior e mais colorido do que a gente imagina.

A Unicamp, por exemplo, incluiu o clássico moçambicano “Terra Sonâmbula” na lista dos livros obrigatórios – e aliás, eu já fiz essa resenha aqui no canal.

E agora a Fuvest está exigindo a leitura do romance “Mayombe”, a obra mais importante do escritor mais conhecido de Angola, Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos – mais conhecido pelo pseudônimo Pepetela.

 

 

Ao colocar essas obras na lista de livros obrigatórios, esses Vestibulares estão estimulando as escolas a falar mais sobre a África nas aulas de Literatura, História e Geografia.

Embora a maioria de nós passe toda a vida sem pensar muito nesse pedaço do mundo, a África é um continente gigantesco e muito complexo, onde vivem centenas de milhões de seres humanos.

Angola, por exemplo, é um país de colonização portuguesa com muitos pontos em comum com o Brasil. De lá saíram muitos dos escravos capturados que ajudaram a formar a cultura e a história brasileira; a mesma mistura de negros e portugueses que aconteceu por aqui também aconteceu por lá; nossos países pagavam os mesmos impostos para a Coroa; os povos locais foram catequizados pela mesma Igreja Católica.

 

Cartaz do governo português de 1934, enaltecendo o colonialismo moderno.

Cartaz do governo português de 1934, enaltecendo o colonialismo moderno.

 

Mas, ao contrário do que aconteceu no Brasil, Angola demorou muito mais pra se tornar independente de Portugal. Parece inacreditável para nós, que conquistamos nossa independência há quase 200 anos, mas Angola só se tornou independente de Portugal em 1975.

E esse processo não foi rápido, nem fácil: foram 13 anos de guerra (1961-1974), sendo que um dos personagens mais importantes dela foi o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) – um movimento anti-colonialista, anti-português e com fortes tendências marxistas. Hoje, virou um dos principais partidos políticos do país.

 

Retrato recente de Pepetela.

Retrato recente de Pepetela.

 

Estudante universitário, Pepetela de filiou ao MPLA nos anos 1960. Entre outras atividades, ele se dedicou às táticas de guerrilha inspiradas no que o Che Guevara e Fidel Castro tinham feito em Cuba. Para o MPLA, a libertação de Angola do colonialismo português e a revolução socialista eram duas faces do mesmo objetivo.

Mas eles ainda enfrentavam um problema sério: o chamado “tribalismo”, ou seja, a rivalidade entre as tribos. Angola era um território dividido em várias tribos diferentes que competiam umas com as outras e que simplesmente não se enxergavam como parte de um mesmo país.

 

Cartaz comemorativo da Independência de Angola, em 1975.

Cartaz comemorativo da Independência de Angola, em 1975.


 

O “Mayombe” foi escrito por Pepetela em 1970, no tempo em que ele fazia parte da guerrilha do MPLA na floresta do Mayombe, no norte de Angola. Depois que a gente se acostuma com os nomes dos guerrilheiros (que são nomes de guerra) e com as principais palavras e expressões dos angolanos (e para isso ajuda muito consultar o glossário no fim da edição da editora LeYa), a leitura flui muito facilmente.

Pepetela mistura acontecimentos e personagens reais com ficção. O resultado não é verídico e confiável como uma reportagem, mas um romance de guerra cheio de histórias de heroísmo, camaradagem e traição.

Então, muito mais do que uma obrigação chata para o Vestibular, a leitura de “Mayombe” vai ser pra você uma lição de vida – que vai, no mínimo, incluir a África nos seus horizontes e conhecimentos do mundo.

 

TAG Jogos Olímpicos (Original)

 

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Começa a contagem regressiva para os Jogos Olímpicos do Rio!

É, eu sei: para a maioria dos brasileiros, essas Olimpíadas vão começar num clima de muita desconfiança e medo de passar vergonha. Eu mesma estou aqui cheia de dúvidas se esse evento vai nos dar motivo para nos orgulhar. Mas bem que a gente estava merecendo um pouco de alegria nesse país, não é mesmo?

Para começar a entrar no clima, preparei uma TAG Literária com perguntas sobre os Jogos Olímpicos! Veja as minhas respostas e pense nas suas também:

 

 


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Confira todas as perguntas da TAG JOGOS OLÍMPICOS:

Pódio: livros que são medalhas de ouro, prata e bronze
Maratona: livro que exigem fôlego e resistência
Vila Olímpica: livro que deu mais problemas do que o planejado
Delegação da Austrália: livro exigente
Despoluição da Guanabara: livro que era uma grande promessa, mas não cumpre a expectativa
Festa de Abertura: livro com começo espetacular
Mascotes: livro fofo mas que ninguém dá muita bola
Delegação americana: livro que ganha tudo
Delegação russa de atletismo: livro desonesto
Ouro para o Brasil: os autores nacionais que ganhariam medalha de ouro