Livros nº 70 e 71: clássicos americanos

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Finalmente voltei de viagem!

Durante essas quase três semanas fora do Brasil, não tive tempo para atualizar o blog, mas a produção de vídeos e resenhas continuou como sempre (o que, devo dizer, foi quase um milagre, porque precisei dormir em média 5 horas por noite todos os dias para dar conta das gravações e edições).

Como a viagem era para os Estados Unidos, escolhi leituras de autores clássicos norte-americanos – e mais precisamente, de clássicos que tinham tudo a ver com a cidade que eu fui conhecer, Nova York.

Se você acompanha o Ler Antes de Morrer pelo canal no YouTube, já deve ter visto as resenhas por lá mesmo. Se não, confira agora:

1) A resenha do livro nº 70: “O grande Gatsby”, clássico de 1925 de F. Scott Fitzgerald…

 

 

2) E também a resenha do livro nº 71, um lançamento que gerou curiosidade em todo o mundo: “Primeiros contos de Truman Capote”, que foram redescobertos na lindíssima Biblioteca Pública de Nova York – que também serviu de cenário para essa resenha super especial!

 

 


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69º livro: 50 contos de Machado de Assis

 

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Hoje é dia de falar mais uma vez do maior escritor brasileiro de todos os tempos!

Machado de Assis. A maioria de nós é apresentada à obra dele de maneira obrigatória no Ensino Médio (se você ainda está na escola e ainda não mandaram você ler Machado, pode apostar que isso vai acontecer).

 

 


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50 contos de Machado de Assis
O alienista
Dom Casmurro
Memórias Póstumas de Brás Cubas
Quincas Borba


 

Os livros que a gente tem que ler para fazer o famigerado Vestibular geralmente são ou “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, ou “Quincas Borba”, ou “Dom Casmurro”. Livros excelentes, mas que quase nenhum estudante de 16 anos tem maturidade ou paciência para apreciar.

E a verdade é que esses três romances são o auge de uma carreira que começou muitos anos antes, e que passou por um longo processo de amadurecimento.

O Machado era um gênio, é claro, mas ele não nasceu o maior escritor brasileiro de todos os tempos, ele não nasceu mestre na arte da ironia.

 

Retrato recentemente descoberto de Machado de Assis.

Retrato recém descoberto de Machado de Assis.

 

Foi preciso escrever muitos outros romances mais “convencionais”, muitas peças de teatro, muita poesia e sobretudo, foi preciso escrever muitos contos para que ele atingisse o nível artístico que ele atingiu.

Normalmente as pessoas dão menos bola para os contos porque eles parecem mais simples e menos importantes que os romances.

No caso do Machado de Assis, esses contos são uma oportunidade incrível pra conhecer o brilhantismo desse homem antes de se aventurar nos romances mais complexos.

 

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São contos como Missa do Galo, A chinela turca, A arca, Dona Benedita, Teoria do Medalhão, A cartomante, e obviamente, o mais famoso de todos, O alienista.

Se você nunca leu Machado de Assis, ou só teve uma experiência ruim com os livros dele no tempo do colégio, dê uma segunda chance a ele – experimente conhecer os contos.

Você vai ver como cada história vai te deixar mais e mais preparado para apreciar a beleza desse mestre da ironia, da sutileza e da ambiguidade.

 

TAG Parceiros Literários

 

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A Gabi Colicigno, do blog e canal Who’s Geek, me desafiou para responder a TAG Parceiros Literários!

Funciona assim: cada uma de nós faz a outra 5 perguntas relacionadas ao mundo dos livros e 2 perguntas de cunho pessoal. As minhas respostas às perguntas que ela me fez estão aqui embaixo. Se você quiser ver também as perguntas que eu fiz a ela, confira o canal do Who’s Geek no YouTube!

 

 


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Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski
Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago
Dom Casmurro, de Machado de Assis
Contos de Imaginação e Mistério, de Edgar Allan Poe


 

Livro nº 68: O senhor das moscas, de William Golding

 

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Eu já falei aqui nesse blog sobre muitos livros de um dos gêneros mais fascinante da literatura: as distopias.

Já falei de livros clássicos como A revolução dos bichosLaranja Mecânica, Admirável Mundo Novo e Fahrenheit 451.

Todos eles foram escritos em épocas diferentes, com estilos diferentes, mas eles têm uma coisa em comum: todos imaginam uma realidade paralela em que a sociedade se reformulou de uma maneira que, no começo, parecia legal, mas com que, com o passar do tempo, a gente percebe que ficou terrivelmente opressora e violenta.

 

 


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No final da leitura, a conclusão é sempre de que a nossa boa e velha democracia (mesmo com todos os seus defeitos) ainda é o melhor sistema de governo que existe.

O nosso livro de hoje, “O senhor das Moscas” de William Golding, também é considerado um clássico das distopias.

Ele imagina uma situação em vários meninos de 6 a 12 anos ficam sozinhos numa ilha deserta no meio do Oceano Pacífico depois que um desastre de avião mata todos os adultos que estavam à bordo.

 

Retrato de William Golding.

Retrato de William Golding.

 

Só que, diferentemente de outras aventuras envolvendo crianças, nesse livro não há muito espaço para inocência ou brincadeiras inofensivas.

Por serem tão jovens, é muito fácil para esses meninos esquecer a respeitar regras, a respeitar os outros e tudo o mais que eles aprenderam na escola, em casa ou na igreja. Elas não têm nenhum adulto para lembrar.

Em questão de algumas semanas, os garotos regridem de um estado civilizado para a mais completa selvageria.

De maneira simples porém intensa, “O senhor das moscas” investiga questões sobre as quais os filósofos se debruçam há séculos.

O que prevalece sobre a natureza humana? A ordem ou a barbárie? A razão ou o misticismo? A compaixão ou a maldade?

Cabe a você ler e descobrir.