Book Haul de Março

 

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Este mês batemos todos os récordes!

As novas parcerias com o Grupo Companhia das Letras e o Grupo Editorial Record, além dos presentes incríveis que os leitores do canal enviam, fizeram com que este seja o maior Book Haul da história do Ler Antes de Morrer.

Confira tudo que chegou na minha caixa do correio no vídeo abaixo!

 

 


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Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez
50 contos de Machado de Assis
A Rebelde do Deserto, de Alwyn Hamilton (pré-venda):
Daytripper, de Fábio Moon e Gabriel Bá
– A Cor Púrpura, de Alice Walker
Os Pescadores, de Chigozie Obioma
Ana da Amsterdam, de Ana Cássia Rebelo
Holy Cow, de David Duchovny
O homem que amava os cachorros, de Leonardo Padura


 

Livro nº 67: E não sobrou nenhum (antigo “Caso dos Dez Negrinhos”)

 

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Lembro como se fosse ontem. O primeiro livro de “adultos” que a professora mandou a gente ler foi um dos maiores clássicos policiais de todos os tempos. Na época, ele se chamava “O Caso dos Dez Negrinhos” e deixou a turma toda alvoroçada.

O título mudou (para evitar acusações de racismo) tanto no Brasil como nos países de língua inglesa, idioma original da autora Agatha Christie. “The Ten Little Niggers” virou “And Then There Were None” – ou “E não sobrou nenhum”, em português. Mas o espanto e genialidade da Rainha do Crime ainda estão lá, não importa o título.

 

 


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E não sobrou nenhum
O assassinato de Roger Ackroyd
Assassinato no Expresso do Oriente
Morte no Nilo
Assassinato no Campo de Golfe


 

Medinhos Literários

 

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Seja porque é grande como um dicionário, seja porque tem fama de difícil, seja porque tem letra muito pequenininha… Quem nunca sentiu medo de um livro? Eu já, e de vários!

No vídeo de hoje eu abri meu coração e revelei para vocês quais foram os livros que me deram calafrios – e os que continuam me dando!

 

 


Quais são os seus medinhos literários? Compre os meus na Amazon e ajude o canal:
Guerra e Paz, Liev Tolstói
Ilusões Perdidas, Honoré de Balzac
Laços de Família, Clarice Lispector
Crime e Castigo, Fiódor Dostoiévski
O Nome da Rosa, Umberto Eco
Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez


 

 

Conto: O papel de parede amarelo (#66)

 

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Como este é o mês da mulher, recebi dois livros cortesia das editoras Companhia das Letras e o Grupo Editorial Record, os dois mais novos parceiros do canal!

A Companhia das Letras me mandou o recente “Sejamos Todas Feministas“, da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, que muitos leitores do canal já tinham me recomendado e que eu ainda vou ler com toda certeza.

Mas o livro que agarrou minha atenção desde o primeiro momento foi “O papel de parede amarelo“, segundo a indicação da capa um “clássico da literatura feminista” por Charlotte Perkins Gilman.

 

 


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Eu nunca tinha ouvido falar, mas alguma coisa me atraiu logo de cara. Sem saber muito o que esperar, eu comecei a ler a introdução antes de me deitar, na madrugada deste sábado para domingo. Devorei da primeira à última linha na mesma noite.

Que história inacreditável! Tive certeza de que tinha que fazer um vídeo extra para apresentar este conto para vocês.

Aproveitem!

 

Livro nº 65: Um jogador, de Fiódor Dostoiévski

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Pense numa intriga que envolve dinheiro, herança, vigaristas de todos os tipos, amores impossíveis e muita gente indo à falência… Ela só poderia acontecer, onde?, onde?…

Num cassino, é claro!

Essa é a ambientação principal do romance “Um jogador” de Fiódor Dostoiévski, escritor russo conhecido por “Crime e Castigo”, “Irmãos Karamázov”, “Memórias do Subsolo” e outros clássicos da literatura mundial.

 

 


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Um jogador
Crime e Castigo
Irmãos Karamázov
O idiota


 

O romance se passa numa espécie de Las Vegas alemã do século XIX, uma cidade com o sugestivo nome de Roletenburgo.

O livro é escrito em forma de diário por um jovem professor particular chamado Aleksiêi Ivânovitch.

Esse rapaz está a serviço de uma família russa bastante rica que está passando uma temporada na cidade de Roletenburgo, mas que, como se pode imaginar… Está sofrendo problemas financeiros.

 

Retrato de Fiódor Dostoiévski.

Retrato de Fiódor Dostoiévski.

 

O próprio Dostoiévski foi um viciado em jogo. Então, mesmo sendo o escritor famoso e importante, ele vivia frequentemente numa situação financeira limite.

Para muita gente, “Um jogador” tem muito de autobiográfico. Muitos biógrafos relacionam os eventos vividos pelo protagonista, Aleksei Ivanovitch, com episódios da vida do próprio escritor. Embora alguns estudiosos, como o tradutor para o português Boris Schainerman, reforcem que Aleksei e Dostoiévski sejam a mesma pessoa, não há dúvidas de que usou a sua própria experiência de viciado em jogo para compor os seus personagens. E, sobretudo, mostrar como o processo os levava à ruína – tanto financeira, quanto moral.

“Um jogador” é uma sugestão de leitura rápida e excelente para você que sempre ouviu falar do Dostoiévski e da importância da literatura russa, mas nunca se animou de começar pelos grandes calhamaços.

 

Nove livros essenciais para entender o Brasil

 

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O dia 13 de março foi um dia histórico. Nunca tantos brasileiros tinham saído às ruas para falar sobre política. Só na minha cidade, São Paulo, mais de um milhão de pessoas estiveram na Avenida Paulista, segundo os organizadores da manifestação.

Longe de mim querer colocar minha mão nesse vespeiro da política. Minha função aqui no Ler Antes de Morrer nunca foi tomar partido por nenhum dos lados que disputam o poder político no Brasil. Eu estou aqui para falar de literatura.

Mas, para não deixar essa data passar em branco, relembrei nove livros – muitos deles, já resenhados por aqui – que, eu acredito, ajudam a entender nossa sociedade, nossa política e nossa cultura.

São livros que todo cidadão brasileiro deveria conhecer. O oráculo de Delfos, na Grécia Antiga, já recomendava: “conhece-te a ti mesmo” – pois essas leituras servem para exatamente para isso, para que os brasileiros conheçam a si mesmos. E, sobretudo, para que não repitam os mesmos erros do passado.

 

 


Ficou curioso? Compre livros na Amazon e ajude o Ler Antes de Morrer:

Boca do Inferno, de Ana Miranda
Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida
Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
O cortiço, de Aloísio Azevedo
Vidas Secas, de Graciliano Ramos
São Bernardo, de Graciliano Ramos
Agosto, de Rubem Fonseca
Incidente em Antares, de Erico Verissimo


 

Livro nº 64: As meninas, Lygia Fagundes Telles

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Na semana do dia internacional da mulher, resolvi ler um dos livros mais femininos da literatura brasileira, escrito por uma das escritoras indicadas ao prêmio Nobel de Literatura em 2016:

“As meninas”, publicado em 1973 pela paulistaníssima Lygia Fagundes Telles.

 

 


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O romance psicológico mergulha na cabeça de três amigas universitárias que vivem num pensionato de freiras na cidade de São Paulo no início da década de 70, auge da ditadura militar.

Lorena é a amiga rica, filha de família quatrocentona, mas carrega no peito a tristeza de várias tragédias familiares. Apesar de virgem, ela mantém um relacionamento com um homem casado.

Lia veio do Nordeste para estudar em São Paulo e acaba se envolvendo profundamente com a guerrilha armada formada por estudantes comunistas para combater a ditadura. Vários de seus amigos foram presos e torturados.

 

Retrato de Lygia Fagundes Telles.

Retrato de Lygia Fagundes Telles.

 

Já Ana Clara é modelo, tem uma beleza estonteante – mas carrega também os traumas de um passado sombrio, marcado por violências e abandono.

“As meninas” é um romance que marcou época. Falava de temas tabu como tortura, consumo de drogas, abortos, masturbação feminina e homossexualidade num tempo em que ninguém ousava falar sobre isso.

Uma das mais belas realizações da literatura brasileira sobre a complexidade do universo feminino, e que ainda tem muito a revelar mesmo nos dias de hoje.

5 livros para ler no Dia Internacional daMulher

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Hoje é dia internacional da mulher, uma data que tem tudo a ver com literatura!

E não perca neste dia 8/3, às 20h, a primeira transmissão ao vivo do canal Ler Antes de Morrer no YouTube. Vamos conversar sobre as perguntas da TAG “Dia Internacional da Mulher“. Confira os temas, prepare suas respostas e participe!

Perguntas da TAG:

– Autoras preferidas?
– Personagens mulheres favoritas?
– Livros que dão orgulho para as mulheres?
– Personagens femininas mais irritantes?
– Livros que dão raiva por não terem mulheres?

 

 


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Gabriela, Cravo e Canela, Jorge Amado
Orgulho e Preconceito, Jane Austen
Madame Bovary, Gustave Flaubert
A Casa dos Espíritos, Isabel Allende
As Meninas, Lygia F. Telles


 

Livro nº 63: Terra Sonâmbula, de Mia Couto

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O livro de hoje é triste e difícil de resenhar.

Mas é também um dos melhores livros escritos recentemente em língua portuguesa, por mais que ele não tenha vindo nem do Brasil e nem de Portugal.

“Terra Sonâmbula” vem de Moçambique – um dos dez países mais pobres do planeta.

 

 


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O autor, Mia Couto (pseudônimo de António Emílio Leite Couto) é um dos grandes responsáveis para que as histórias desse país estejam sendo conhecidas no resto do mundo. Principalmente aqui no Brasil, onde ele já tem vários livros publicados.

“Terra Sonâmbula” foi publicado em 1992, o mesmo ano em que terminou a guerra civil moçambicana, que matou mais de um milhão de pessoas – seja em combate, seja por fome.

Inspirado por essa calamidade a qual o resto do mundo não prestou muita atenção, Mia Couto escreveu uma história cheia de poesia sobre dois sobreviventes, um menino e um velho, que perambulam pelos confins da terra durante a guerra civil.

 

Mia Couto olhos azuis

Retrato de Mia Couto.

 

Eles não são parentes. Eles são sobreviventes que se juntaram por acaso. E que se prendem um à existência do outro para tentar continuar vivendo dia após dia, já que todos os outros conhecidos já se foram. E no caminho, vão conhecendo as histórias de outros sobreviventes e de outras vítimas.

“Terra Sonâmbula” é considerado um dos livros mais importantes do continente africano no século XX.

Uma narrativa que é ao mesmo tempo estranha e fácil de compreender, e que nós, aqui no Brasil, temos o privilégio de usufruir na sua língua original.