38º livro: O Pequeno Príncipe, Aintoine de Saint-Exupéry

 

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”

“O essencial é invisível aos olhos”

As frases mais clássicas de um dos livros mais queridos de todos os tempos estão de volta!

Eu tô falando do “O pequeno príncipe”, o livro que ganhou uma adaptação para o cinema que já está em cartaz em todo Brasil.

 

 

Mas não é só por causa do filme, não. É que 2013, os direitos autorais desses livro, que antes pertenciam aos herdeiros do autor francês Antoine de Saint-Exupéry, caíram em domínio público.

E é por isso que se você entrar em qualquer livraria do mundo nesse momento, qualquer livraria mesmo, provavelmente você vai encontrar uma porção de novas edições desse clássico infantil.

Que nem é tão infantil assim, vamos combinar. Infantil é a Peppa Pig, a Galinha Pintadinha, e você não vê um monte de adultos fazendo tatuagens dessa personagens pelo corpo. Já do Pequeno Príncipe…

 

Tatuagens em homenagem ao Pequeno Príncipe...

Tatuagens em homenagem ao Pequeno Príncipe…

 

Tem alguma coisa nessa história desse principezinho do espaço que veio pro planeta Terra que continua encantando leitores de todas as idades.

Talvez sejam as mensagens açucaradas que falam de amor e de amizade. Talvez sejam aquelas ilustrações tão delicadas que todo mundo conhece… aliás, você sabia que elas foram feitas pelo próprio autor?

 

prince

 

Seja como for, “O Pequeno Príncipe” continua sendo o romance de língua francesa mais conhecido do mundo, e o terceiro livro mais vendido de todos os tempos.

E do jeito que esse livrinho continua firme na moda, esse marca tem tudo pra ficar ainda mais impressionante.

37º livro: Senhora, José de Alencar

José de Alencar é um chato?

Quando eu tinha 16 anos, estava convencida de que sim. Assim como milhares e milhares de estudantes antes de mim, tinha sido obrigada pelos professores de Literatura a ler Lucíola e Iracema.

Que sacrifício! Lembro até hoje do tédio que senti, mesmo já sendo naquela época muito interessada por Literatura. Um texto rebuscado e meloso, cheio de elogios às virtudes e condenações aos vícios dos personagens. Eu queria jogar aquilo pela janela.

E não que a literatura brasileira não me interessasse. Pelo contrário: eu já me divertia com a ironia do Machado de Assis e ficava intrigada com os neologismos do Guimarães Rosa. Mas algo no José de Alencar simplesmente… não me descia.

Depois do Vestibular, pensei que não teria mais que aguentar os livros do José de Alencar nunca mais na minha vida.

Quebrei a promessa já em 2014, quando resenhei aqui para este blog o livro “Til”, obra exigida no vestibular da Fuvest atualmente. Embora não tenha morrido de amores pela história, até que a leitura fluiu bem. Foi uma resenha prazerosa de fazer.

Nem um ano se passou e eu já tive que enfrentar novamente o Alencar. O motivo? Eu não parava de receber mensagens pedindo que eu resenhasse o romance Senhora, um dos mais famosos do José de Alencar.

No começo, eu ignorava. Esse pessoal deve estar ruim da cabeça! Mas, enfim, acabei cedendo… e pior: acabei gostando do romance. É por isso que alimentar esse blog tem sido a maior experiência literária da minha vida. Estou derrotando todos os meus preconceitos.

A vocês que tanto pediram pelo livro Senhora, essa resenha é para vocês. E muito obrigada.
 

 

36º livro: O Velho e o Mar, Ernest Hemingway

 

Todos os dias, quando você olha pela janela no seu trabalho, o que você vê?

Eu, que trabalho no décimo terceiro andar de em um bairro alto da cidade só consigo enxergar… prédios, prédios, um mar de prédios a perder de vista.

Mas essa semana eu li um livro sobre um personagem que quando ia trabalhar só enxergava ao redor dele um mar de… de mar mesmo, ele era trabalhava como pescador.

 

 

E talvez tenha sido por ficar tanto tempo sozinho no meio da imensidão do mar, que esse personagem aprendeu a lição mais importante que um ser humano pode aprender: que diante da grandiosiade da natureza, todos nós somos insignificantes.

Eu estou falando do livro “O Velho e o Mar”, o mais famoso do escritor americano Ernerst Hemingway, e que até garantiu pra ele um prêmio Nobel de Literatura em 1954.

 

"O Velho e o Mar" pelo artista plástico LamianQueen.

“O Velho e o Mar” pelo artista plástico LamianQueen.

 

O personagem principal é justamente esse velho pescador chamado Santiago, que vive numa pequena vila no litoral da ilha de Cuba e sai todos os dias com seu barquinho pra pescar.

Mas mesmo sabendo que ele é pequeno e fraco em comparação ao tamanho do mar, o velho Santiago tem ambição: ele quer pescar um grande peixe, o maior que já se viu.

 

Ernest Hemingway em Cuba em 1946.

Ernest Hemingway em Cuba em 1946.

 

E ele não quer pescar esse peixe pra comer, muito menos pra ganhar dinheiro, mas porque ele quer sentir o orgulho de ter derrotado algum animal tão mais espetacular do que ele próprio.

E com esse enredo simples, “O Velho e o Mar” se transformou num dos livros mais importantes escritos no século XX. Uma pequena fábula sobre a prepotência do ser humano e sobre a eterna disputa de poder entre o homem e a natureza.

Mas com um desfecho que, eu garanto, vai te surpreender. E que vai fazer você querer olhar pela janela pra tentar encontrar também um pouco da força do velho Santiago no meio do nosso mar de concreto.

35º livro: Hiroshima, John Hersey

 

Já são setenta anos.

Setenta anos desde aquela manhã de agosto em que a bomba mais destrutiva já fabricada explodiu sobre a cabeça de milhares de japoneses, matando cem mil.

E um número simplesmente incalculável de pessoas precisou conviver pelo resto da vida com os efeitos colaterais daquela bomba atômica – membros amputados. Cicatrizes horrorosas. Doenças crônicas. Várias formas de câncer.

 

 

Não é pra menos que desde aquela manhã de 6 de agosto de 1945, a humanidade passou a viver num clima de permanente de MEDO.

Não medo da guerra. Nem medo da morte. Essas coisas sempre existiram e sempre vão existir. Mas tipo diferente de medo, o medo da ANIQUILAÇÃO TOTAL.

E uma obra que revela o poder dessa arma também está fazendo aniversário: é o livro Hiroshima, do americano John Hersey, que conta a história de 6 sobreviventes da bomba atômica.

 

Imagem da nuvem atômica de Hiroshima.

Imagem da nuvem atômica de Hiroshima.

 

O que eles estava fazendo na hora da explosão. O que cada um viu e sentiu no exato momento em que a bomba caiu. O que aconteceu logo depois.

Num dos relatos mais emocionantes, uma viúva mãe de 3 filhos pequenos, conta que ela estava em casa quando tudo desmoronou – e mal ela retomou a consciência, ela já partiu numa tentativa desesperada de escavar os escombros porque ficava ouvindo os gritos das crianças.

 

Retrato do jornalista John Hersey.

Retrato do jornalista John Hersey.

 

Depois desse dia, o medo da guerra nuclear virou o maior pesadelo das potências mundiais. E muito disso se deve ao livro Hiroshima, que foi lido no mundo inteiro.

E mesmo que hoje ninguém mais fale muito sobre esse assunto, vale lembrar que existem mais de 20 mil bombas nucleares em 9 países do mundo. Um arsenal suficiente pra eliminar a raça humana, várias vezes.

Os 6 Melhores Livros Reportagem

 

Você já ouviu falar de livros reportagem? São histórias reais, apuradas e escritas com rigor jornalístico, mas que parecem literatura. Confira minha lista dos 6 melhores livros reportagem da minha estante!

 

 

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Fama e Anonimato
A Sangue Frio
A Ilha
Chico Mendes – Crime e Castigo
O Xá dos Xás
Hiroshima

34º livro: Madame Bovary, Gustave Flaubert

 

Madame Bovary, Anna Karenina, Lady Chatterley e até mesmo a Luísa do Eça de Queiroz. O que todas essas mulheres têm em comum?

É que todas fazem parte de uma londa tradição da literatura ocidental que causa fascinação nos leitores do mundo todo até hoje.

A mulher adúltera.

 

 

E a primeira dessas grandes heroínas modernas (ou vilãs, tudo depende do seu ponto de vista), foi a Emma Bovary, protagonista do romance francês Madame Bovary, de Flaubert.

Casada com um marido apaixonado, porém terrivelmente enfadonho, Emma Bovary sonha viver uma grande história de amor igualzinha a dos livros românticos que ela tanto gosta de ler.

 

Jennifer Jones com Emma Bovary em filme de 1949.

Jennifer Jones com Emma Bovary em filme de 1949.

 

Por isso, decide trair o marido. O adultério para ela é uma saída, uma alternativa emocionante, ao marasmo do dia a dia.

E dá pra imaginar como esse livro causou polêmica! Menos de um ano depois da publicação em folhetins e o autor Gustave Flaubert já estava no banco dos réus pela acusação de imoralidade e blasfêmia.

Mas, afinal, quem é Madade Bovary? Uma heroína sonhadora, que teve coragem de perseguir os próprios sonhos de felicidade,

 

Gustave Flaubert.

Gustave Flaubert.

 

Ou uma mulher infantil e egoísta, incapaz de enfrentar as frustrações da vida real, arruinando assim a própria vida?

Como você pode imaginar, não há resposta certa. Leitores e professores estão tentando responder esse dilema há mais de 150 anos, e nunca chegaram a uma opinião só.
Cabe a você ler o livro, descobrir por conta própria o destino da Madame Bovary – que eu não revelei aqui pra não estragar a surpresa – e chegar às suas próprias conclusões.

33º livro: O Diário de Anne Frank

 

Em 2015 o mundo comemora os 70 anos do fim da segunda Guerra Mundial.

E por mais que este tenha sido o pior conflito armado da História, cheio de heróis e vilões, foi uma a menina de 15 anos que ficou com um dos papéis mais lembrados.

 

 

Anne Frank nasceu na Alemanha em 1929. Como era de origem judaica, assim que Hitler chegou ao poder ela teve de se mudar com a família Amsterdam, capital da Holanda, em busca de proteção.

Mas não deu certo. A Segunda Guerra explodiu em toda a Europa e logo os judeus de todas as partes estavam sendo obrigados a partir para os campos de concentração dos nazistas. Quase 6 milhões de judeus foram mortos durante essa época.

 

Anne Frank.

Anne Frank.

 

E por isso família de Anne Frank não viu outra saída senão se esconder num sótão clandestino.

Foram dois anos sem colocar os pés na rua, dois anos ouvindo calados aos bombardeios que destruíam a cidade, e sempre morrendo de medo serem descobertos.

E foi durante esses dois anos que a menina Anne Frank manteve um pequeno diário, a única fonte de consolo para um cotidiano dominado pelo medo.

 

Fachada do edifício em Amsterdam onde se escondeu Anne Frank e a família.

Fachada do edifício em Amsterdam onde se escondeu Anne Frank e a família.

 

Até hoje, ler o diário de Anne Frank ainda impressiona.

Como todo mundo que um dia foi adolescente, tem momentos em que ela está com raiva de tudo e de todos, tem momentos em que ela está triste, outros ela está entediada, ou apaixonada, ou com esperança num futuro melhor.

Mas quase sempre é esse sentimento – o da esperança – que predomina no relato dela. Ela realmente acredita que a guerra vai acabar, e que ela ainda vai ser muito feliz.

O diário de Anne Frank é um documento mais poderoso do que qualquer livro de História. Uma história de esperança e luta pela vida que toda a humanidade precisa conhecer.

 

32º livro: Barba Ensopada de Sangue, Daniel Galera

 

Uma das revelações da literatura brasileira nos últimos anos, o paulistano criado em Porto Alegre Daniel Galera já trabalhou com traduções, contos até quadrinhos.

Mas o trabalho dele que mais chamou atenção até agora, e que lhe rendeu elogios dentro e fora do Brasil, foi um romance de título forte: Barba Ensopada de Sangue, publicado em 2012 pela editora Companhia das Letras.

 

 

A história se passa na cidadezinha de Garopaba, no litoral de Santa Catarina, uma cidade adorada pelos surfistas e pelas baleias que vem pra costa brasileira pra ter os seus filhotes.

E nesse cenário aparentemente paradisíaco, um homem tenta desvendar o brutal assassinato do seu avô nos anos 60, naquela mesma cidade.

Um crime cercado por mistérios, lendas e por um clima de medo que até os dias de hoje assombra a população do local.

 

Capela da praça do centro histórico de Garopaba, Santa Catarina.

Capela da praça do centro histórico de Garopaba, Santa Catarina.

 

E pra piorar a sensação de ser um estranho em terra estranha, o protagonista ainda sofre um problema de memória que impede que ele memorize o rosto das pessoas. É como se ele vivesse permanentemente no meio de gente desconhecida.

Mas ao contrário do que o título e o enredo parecem sugerir, Barba Ensopada de Sangue é muito mais que livro de aventura policial, daqueles cheio de ação e troca de tiros.

 

O escritor Daniel Galera.

O escritor Daniel Galera.

 

Eu sugiro degustar esse aos pouquinhos, já que ele é muito bem escrito, cheio diálogos geniais (daqueles que dá vontade de ler em voz alta), de detalhes pitorescos e humor sofisticado.

Mas de qualquer forma, Barba Ensopada de Sangue uma ótima pedida pra você que tem vontade de conhecer o que há de melhor na literatura brasileira, mas está cansado daquela mesmice dos clássicos para o Vestibular.

Livros Para Ler nas Férias de Inverno

 

Esse inverno foi bem fraquinho aqui no Brasil, não foi?…

Por isso, aproveitei os poucos dias de frio que tivemos aqui em São Paulo para acender a lareira que temos em casa (sim, eu sei, isso é muuuito legal!) e gravar um vídeo só com sugestões de livros para ler no friozinho.

Por isso, pegue seu cobertor e seu chocolate quente (nem que seja pra ligar o ar condicionado no máximo), e aproveite essas dicas!